RESTAURANDO VIDAS

MORADORES DE RUA SÃO PESSOAS

Como a sociedade reage ao passar por um morador de rua alojado na calÇada, protegendo-se do frio em uma cerca de papelÃo? E qual É a reaÇÃo do povo de Deus?
Como vocÊ reage?

Medo? Você finge que não vê? Dá uns trocados? Pede ao Senhor que tenha misericórdia desta alma, e pensa: Se estão nesta situação é por causa do pecado!

Todos foram feitos a imagem e semelhança de Deus, portanto para o Senhor não somos melhores que os moradores de rua. Deus os ama da mesma forma que a nós, e está esperando que o povo Dele se levante e faça algo por estas pessoas que vivem em condiçoes sub-humana.

- O que deu errado na vida destas pessoas?

Em algum momento deixaram de fazer parte da sociedade e passaram a viver a margem dela. Algo aconteceu que fizeram mudar de rumo. Nem todos foram levados a este estágio pelo consumo desmedido de álcool e drogas. Não nasceram assim! Muitos foram vítimas de violência e traumas. O certo é que todos caíram na armadilha do inimigo e nós como povo de Deus temos a MISSÃO de lhes estender a mão.

“Que sociedade é essa em que as crianças são tratadas como animais e os animais como crianças? Não as maltratem! Deixem-nas brincar! Deixem-nas viver! (O Futuro da Humanidade de Augusto Cury)”

O trecho se refere às crianças e muitas delas vivem na rua pelos mesmos motivos que os moradores de rua adultos. E ambos são ignorados pela sociedade, pelas autoridades e por muitos de nós. Temos mais compaixão ao ver um animal ferido do que ao ver um ser humano mendigando o pão! Que sociedade é essa? Que povo de Deus somos nós?

O Comitê de Missões da Igreja Congregacional de Bento Ribeiro, fez uma visita ao programa Restauração de Vidas. Este programa está sendo desenvolvido pelo Pastor Tinoco (Líder da REDEMIS - Rede Missionária Sal e Luz) na Igreja Evangélica Congregacional Da Tijuca desde Abril/2009.

Pastor Tinoco e sua equipe partiram para aÇÃo!

Inspirado em Lucas 8.35; 39, o programa vai além de um banho, roupas limpas um prato de comida. Os moradores que vão ao programa toda a quarta-feira são alimentados com o pão da vida.

São sete passos a serem cumpridos em oito meses. O primeiro passo é o morador de rua contar a sua história para a partir daí ser traçada a estratégia de libertação e discipulado.

Recebem a palavra, são incentivados pela igreja a participar dos cultos.

Há também um momento especial de arrependimento, confissão de pecados, liberação de perdão. Confessam a Jesus como Senhor e Salvador.

No final do programa está previsto a reintegração dos moradores de rua a sociedade, a família, a um lar. São encaminhados para um emprego e voltam a ter um lugar para morar.

Chegam ao projeto através do evangelismo e através de convites feitos por outros moradores de rua que já participam do programa.

Os que têm problemas de dependência química, quando necessário, são encaminhados a uma clinica.

No dia que visitamos o projeto recebi a notícia que um dos moradores de rua tinha conseguido um emprego e que o programa havia alugado um quarto para ele. Na semana seguinte sairia da rua. É um grande passo para a restauração. Sua vida social e espiritual estão sendo reestruturadas.

“- Quando vejo uma mãe perdoar um filho apesar de ele não merecer, quando vejo alguém apostar num amigo quando ninguém mais acredita nele, quando vejo um paciente com câncer acreditar na vida apesar de estar morrendo, ou quando contemplo um mendigo dividir seu pão apesar de não ter qualquer valor para a sociedade, fico encantado, embevecido. Eu penso comigo.

"Que mundo maravilhado é a mente humana.” (“O Futuro da Humanidade, Augusto Cury)”

Um dos participantes do programa demonstrou tudo isto.

Ele muito simpático e falante já servo do Senhor, batizado e evangelista.

Convidou seu amigo para o programa, o mesmo amigo que o ajudou quando estava com a perna machucada o levando ao hospital.

Na época eles moravam pelas ruas de Botafogo, e quando deixou o hospital ficou pela Tijuca. Veio a conhecer o projeto, e como ainda não conseguiram alugar uma casa ele uma barraca para melhorar sua condição nas ruas e logo em seguida, foi até Botafogo e chamou o amigo para dividir a barraca. Ele foi grato, ele foi Cristão! Ele “dividiu o Pão”!

Não há só miséria nas ruas, há solidariedade, há companheirismo.

Não olhe mais os moradores de rua como algo incomodo, olhe-os como pessoas feitas à imagem e semelhança do Deus a quem declaramos amar e servir!

Pastor Tinoco(primeiro a esquerda),seus colaboradores e moradores de rua participantes do projeto Restauraçao devidas.

I João 3.10

"A diferenÇa clara que existe entre os filhos de Deus e os filhos do Diabo É esta: quem nÃo faz o que É correto ou nÃo ama o seu irmÃo nÃo É filho de Deus.”

Por: Paula Prizo
Igreja Evangélica Congregacional de Bento Ribeiro