UMA COISA AINDA TE FALTA
Trabalhar ou conviver com pessoas de coração dividido é uma tarefa por demais desgastante, e todos aqueles que vivem ou viveram essa experiência, certamente terão uma experiência para compartilhar nesse sentido. Esse assunto foi tema de uma mensagem que compartilhei com a igreja há alguns domingos atrás, e por ser um assunto inquietante, julguei necessário traze-lo à baila novamente, a fim de que os que já tiveram oportunidade de ouvi-lo, reflitam com mais vagar, e àqueles que estão lendo pela primeira vez, sejam despertados para mudanças que se fizerem necessárias. A partir de textos como o de Atos 13:13, aprendemos a respeito de João Marcos, alguém que em meio a primeira viagem missionária do apóstolo Paulo com Barnabé, veio a apartar-se destes.
É bom ressaltar, que esta primeira viagem fora precedida de jejum e oração, além de imposição de mãos, ou seja, uma empreitada previamente acordada. Na segunda viagem, registrada no livro de Atos 15:36-40, uma segunda equipe é separada a fim de confirmar as conversões que se deram como fruto do primeiro impacto missionário. Barnabé, declara seu desejo de querer levar novamente a João Marcos. Paulo, lembrando da inconstância que caracterizou o jovem desertor, expressa sua insatisfação em levar consigo “aquele que se afastara desde a Panfília, não os acompanhando no trabalho”. O texto é contundente ao afirmar que “ houve entre eles tal desavença que vieram a separar-se”. O lado bom desta história é que uma nova equipe missionária precisou ser formada, com Barnabé desejoso de ajudar no crescimento de João, indo para Chipre, e Paulo, escolhendo a Silas, partindo em outra direção.
O lado ruim, diríamos, foi a “tal desavença”, que poderia ter sido evitada por causa de um coração dividido entre o ir e o voltar. Com base nesse fato, podemos tirar nossas primeiras impressões a respeito de pessoas com corações divididos. Paulo e Barnabé eram companheiros, e estavam ávidos por pregar a mensagem do reino de Deus naquela primeira viagem.
Como dissemos antes, houve planejamento para a viagem, mas o coração vacilante de uma pessoa quase colocou tudo a perder, bem como a estremecer um relacionamento de amizade verdadeira. Começamos a perceber os prejuízos que o reino de Deus sofre, além de pessoas em torno de nós que acabam sendo vítimas de nossas indefinições. As Escrituras nos traz, também, a história de um jovem rico, no evangelho de Marcos 10:17-22. Tudo indica que era ele um grande empreendedor, e quer partir, agora, para conquistar o reino dos céus. Talvez pensasse que as mesmas motivações que o levaram a subir na vida, iriam levá-lo a subir aos céus. Porém, quando o Senhor lhe apresentou o preço de participar da vida eterna, ele recuou, pois teria de abrir mão dos tesouros por ele conquistados nesta vida, para que viesse a tocar na herança incorruptível que está sendo guardada para todos aqueles que não se prendem aquilo que é transitório nesta vida. Percebe-se aqui, também, um caso típico de coração dividido, e eu quero trazer aqui outras impressões que emperram os passos daqueles que desejam caminhar com Deus.
Em primeiro lugar, o texto diz que o jovem se ajoelha e diz: “Bom mestre”- Pessoas de coração dividido até têm comportamentos religiosamente corretos, mas não sabem o que dizem. Chamou ao Senhor de “bom”, sem que tivesse o entendimento de sua divindade. São palavras destituídas de sentido. Depois, uma vez confrontado a respeito do que precisaria abandonar, ele vai embora muito triste. Um perfil que se sobressai em corações divididos é, também, a dificuldade em renunciar. Ele queria Deus, mas queria as outras coisas. Muitos querem Deus, mas querem o pecado junto. E essa combinação nunca dará certo. “Ainda te falta uma coisa”, disse o Senhor ao moço de coração claudicante. Parece uma afirmação tola.
O que poderia estar faltando a alguém tão abastado? Jesus vai direto a necessidade dele. Vender o que tinha, dar aos pobres o dinheiro, seria um grande sinal de desprendimento, e mostraria o quanto ele estaria pronto pra herdar o reino. Mas não estava. Apesar de desde a juventude ele vir observando alguns mandamentos, o maior de todos, que consiste em amar a Deus acima de todas as coisas, não vinha sendo observado. Parece um paradoxo, mas freqüentemente o que nos falta é aquilo que precisamos entregar. Entregando o que Jesus apontou, ele seria verdadeiramente rico. Entregar algo a Deus com o coração dividido, não é tarefa das mais fáceis, principalmente pelas raízes que certas coisas criam em nossa vida. O que está te faltando hoje? Se você já descobriu, entregue. Fazendo assim, você não se tornará mais pobre, ao contrário, ganhará um tesouro no céu.
Pr. Carlos Martins
Trabalhar ou conviver com pessoas de coração dividido é uma tarefa por demais desgastante, e todos aqueles que vivem ou viveram essa experiência, certamente terão uma experiência para compartilhar nesse sentido. Esse assunto foi tema de uma mensagem que compartilhei com a igreja há alguns domingos atrás, e por ser um assunto inquietante, julguei necessário traze-lo à baila novamente, a fim de que os que já tiveram oportunidade de ouvi-lo, reflitam com mais vagar, e àqueles que estão lendo pela primeira vez, sejam despertados para mudanças que se fizerem necessárias. A partir de textos como o de Atos 13:13, aprendemos a respeito de João Marcos, alguém que em meio a primeira viagem missionária do apóstolo Paulo com Barnabé, veio a apartar-se destes.
É bom ressaltar, que esta primeira viagem fora precedida de jejum e oração, além de imposição de mãos, ou seja, uma empreitada previamente acordada. Na segunda viagem, registrada no livro de Atos 15:36-40, uma segunda equipe é separada a fim de confirmar as conversões que se deram como fruto do primeiro impacto missionário. Barnabé, declara seu desejo de querer levar novamente a João Marcos. Paulo, lembrando da inconstância que caracterizou o jovem desertor, expressa sua insatisfação em levar consigo “aquele que se afastara desde a Panfília, não os acompanhando no trabalho”. O texto é contundente ao afirmar que “ houve entre eles tal desavença que vieram a separar-se”. O lado bom desta história é que uma nova equipe missionária precisou ser formada, com Barnabé desejoso de ajudar no crescimento de João, indo para Chipre, e Paulo, escolhendo a Silas, partindo em outra direção.
O lado ruim, diríamos, foi a “tal desavença”, que poderia ter sido evitada por causa de um coração dividido entre o ir e o voltar. Com base nesse fato, podemos tirar nossas primeiras impressões a respeito de pessoas com corações divididos. Paulo e Barnabé eram companheiros, e estavam ávidos por pregar a mensagem do reino de Deus naquela primeira viagem.
Como dissemos antes, houve planejamento para a viagem, mas o coração vacilante de uma pessoa quase colocou tudo a perder, bem como a estremecer um relacionamento de amizade verdadeira. Começamos a perceber os prejuízos que o reino de Deus sofre, além de pessoas em torno de nós que acabam sendo vítimas de nossas indefinições. As Escrituras nos traz, também, a história de um jovem rico, no evangelho de Marcos 10:17-22. Tudo indica que era ele um grande empreendedor, e quer partir, agora, para conquistar o reino dos céus. Talvez pensasse que as mesmas motivações que o levaram a subir na vida, iriam levá-lo a subir aos céus. Porém, quando o Senhor lhe apresentou o preço de participar da vida eterna, ele recuou, pois teria de abrir mão dos tesouros por ele conquistados nesta vida, para que viesse a tocar na herança incorruptível que está sendo guardada para todos aqueles que não se prendem aquilo que é transitório nesta vida. Percebe-se aqui, também, um caso típico de coração dividido, e eu quero trazer aqui outras impressões que emperram os passos daqueles que desejam caminhar com Deus.
Em primeiro lugar, o texto diz que o jovem se ajoelha e diz: “Bom mestre”- Pessoas de coração dividido até têm comportamentos religiosamente corretos, mas não sabem o que dizem. Chamou ao Senhor de “bom”, sem que tivesse o entendimento de sua divindade. São palavras destituídas de sentido. Depois, uma vez confrontado a respeito do que precisaria abandonar, ele vai embora muito triste. Um perfil que se sobressai em corações divididos é, também, a dificuldade em renunciar. Ele queria Deus, mas queria as outras coisas. Muitos querem Deus, mas querem o pecado junto. E essa combinação nunca dará certo. “Ainda te falta uma coisa”, disse o Senhor ao moço de coração claudicante. Parece uma afirmação tola.
O que poderia estar faltando a alguém tão abastado? Jesus vai direto a necessidade dele. Vender o que tinha, dar aos pobres o dinheiro, seria um grande sinal de desprendimento, e mostraria o quanto ele estaria pronto pra herdar o reino. Mas não estava. Apesar de desde a juventude ele vir observando alguns mandamentos, o maior de todos, que consiste em amar a Deus acima de todas as coisas, não vinha sendo observado. Parece um paradoxo, mas freqüentemente o que nos falta é aquilo que precisamos entregar. Entregando o que Jesus apontou, ele seria verdadeiramente rico. Entregar algo a Deus com o coração dividido, não é tarefa das mais fáceis, principalmente pelas raízes que certas coisas criam em nossa vida. O que está te faltando hoje? Se você já descobriu, entregue. Fazendo assim, você não se tornará mais pobre, ao contrário, ganhará um tesouro no céu.
Pr. Carlos Martins